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Plantas tóxicas para animais

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Plantas tóxicas para animais: conheça as 5 mais comuns e como tratar o paciente intoxicado

Inúmeras plantas são potencialmente nocivas para cães e gatos. Saiba quais são as mais comuns e como evitar as intoxicações!

Muitas plantas ornamentais, algumas ervas e temperos que se encontram presentes no ambiente doméstico podem ser capazes de causar quadros de intoxicação em cães e gatos se ingeridas.

A gravidade da intoxicação por plantas tóxicas para animais depende da espécie acometida e da substância ingerida, assim como sua forma de ação, quantidade consumida e o grau de sensibilidade individual do cão ou do gato.

Conheça as 5 principais plantas tóxicas presentes nos lares brasileiros e saiba por que é tão importante saber identificá-las.

Qual a importância de conhecer as espécies de plantas?

O conhecimento sobre as espécies de plantas, principalmente as que ocasionam algum dano à saúde de cães e gatos, é de grande importância para a orientação e conscientização dos tutores do que se deve evitar ter em casa e em locais a que seus animais têm acesso.

Além disso, o reconhecimento de uma planta tóxica que o animal tenha ingerido permite a instituição de um protocolo específico de tratamento e suporte para esse paciente, possibilitando que o médico-veterinário atue de forma precoce.

Dessa forma, é possível minimizar ou até mesmo evitar o aparecimento dos sinais clínicos e o desenvolvimento das consequentes afecções sistêmicas que a intoxicação pode causar. Afinal, quanto mais cedo se identifica um problema potencial, melhor será o prognóstico para o caso.

5 plantas tóxicas para gatos e cães comuns em casas e jardins

Muitas plantas tóxicas para animais estão comumente presentes no ambiente doméstico, em decoração, vasos e jardins, por exemplo. A toxicidade depende da espécie animal relacionada, e o grau de acometimento está relacionado à quantidade de substância ingerida ou que tenha entrado em contato, além da sensibilidade individual de cada animal.

Vamos conferir as principais espécies e saber como elas podem afetar os pequenos animais.

Lírio

O Lírio, cujo nome científico é Lilium spp, possui diversas variedades, com diferentes cores de flores. Ele não é tóxico para cães, mas é bastante nocivo para gatos, levando ao desenvolvimento de insuficiência renal aguda.

Sabe-se que a ingestão de pequenas quantidades de flores ou folhas é suficiente para ocasionar uma necrose tubular. Porém, o princípio tóxico e seu mecanismo de ação ainda são desconhecidos.

Azaleia

Azaleia ou Rhododendron spp, é considerada uma planta tóxica para cães e gatos. As toxinas encontradas nas folhas, flores e até mesmo na água que acumula no prato do vaso chamam-se grayantoxinas.

Intoxicações mais severas causadas pela ingestão dessa toxina podem levar ao aparecimento de dispneia (dificuldade respiratória) e ao acometimento do sistema cardiovascular (insuficiência cardíaca).

Espada-de-São-Jorge

A Espada-de-São-Jorge, cientificamente denominada Sansevieria trifasciata, é uma planta bastante popular por sua resistência e facilidade de cultivo. Contém em sua estrutura as substâncias saponinas, princípios potencialmente tóxicos para caninos e felinos.

Uma das consequências relacionadas ao contato com as saponinas é o desencadeamento de dermatites, além dos sinais clínicos clássicos de intoxicação por ingestão.

Mamona

A mamona, cujo nome científico é Ricinus communis, é mais uma planta tóxica para animais de companhia (cães e gatos).

Apresenta um componente altamente nocivo denominado ricina em todas as partes de sua estrutura (inclusive nas sementes), responsável por ocasionar a inibição da síntese proteica. A ingestão de uma pequena quantidade de sua semente (somente 30 gramas) já pode ser letal.

Comigo-ninguém-pode

A Comigo-ninguém-pode, cientificamente denominada Dieffenbachia picta, também é uma planta ornamental tóxica para cães e gatos. Essa espécie contém cristais de oxalato de cálcio que são liberados quando a planta é mastigada ou ingerida.

Além dos sinais clínicos de intoxicação por ingestão, pode causar eritema e edema dos lábios, língua, palato e faringe, incluindo também irritação intensa da conjuntiva ocular, resultando em congestão, fotofobia e lacrimejamento.

Além das principais, existem também outras plantas tóxicas

Muitas outras plantas podem ser perigosas para a saúde dos pets, assim como os seguintes exemplos.

  • Antúrio
  • Begônia
  • Copo-de-leite
  • Costela-de-adão
  • Dracaena
  • Samambaia renda

Principais sinais clínicos da intoxicação por ingestão de plantas

Os sinais clínicos de intoxicação por ingestão de plantas tóxicas para animais são condições primeiramente relacionadas ao sistema digestório como náusea, vômito, dor abdominal, diarreia e falta de apetite.

O aparecimento dessas manifestações clínicas pode ocorrer imediatamente após o consumo (de uma a três horas), ou mais lentamente (de um a cinco dias), e está diretamente relacionado ao tipo e quantidade de princípio tóxico ingerido e ao grau de sensibilidade individual do animal.

Além disso, podem ser observadas outras alterações como letargia, fraqueza/fadiga, polidipsia (aumento na ingestão de água), tremores, desorientação, perda de coordenação motora (ataxia) e até mesmo convulsão.

Junto a todos esses sinais clínicos, as substâncias de algumas plantas tóxicas também podem ocasionar sinais clínicos mais específicos. O lírio e a mamona, por exemplo, desencadeiam lesões nas estruturas renais, ocasionando a insuficiência renal. A azaleia pode colapsar o sistema cardiovascular e causar dificuldade respiratória.

Já a espada-de-são-jorge e a comigo-ninguém-pode também são responsáveis por causar irritação oral, com sensação de queimação dos lábios, da cavidade bucal e da língua, além da dificuldade de deglutição.

Vale ressaltar que a demora no socorro do paciente e o diagnóstico tardio, permitindo a progressão da síndrome gerada, podem levar o animal a morte.

Como tratar o pet intoxicado pela ingestão de plantas

Ao iniciar o atendimento de um paciente com suspeita de intoxicação, o médico-veterinário deve realizar uma anamnese minuciosa, visando definir o motivo do envenenamento. Dessa maneira, pode-se, então, realizar o diagnóstico diferencial de intoxicação por anti-inflamatórios não-esteroidais, etilenoglicol e plantas tóxicas, entre outros.

Quando a intoxicação for ocasionada pela ingestão de plantas tóxicas, é importante que seja realizada a identificação da espécie da planta em questão, assim como o tempo decorrido após o consumo. Isso possibilitará a realização de um tratamento mais adequado e, se possível, uma ação precoce, evitando e/ou minimizando os danos ao organismo do animal.

Em casos nos quais o consumo da planta tóxica ocorreu menos de uma hora antes do atendimento, pode-se induzir a êmese ou realizar a lavagem gástrica. Porém, deve-se levar em consideração as contraindicações para indução de êmese, que são: presença de convulsão, severa depressão ou coma, perda do reflexo normal de vômito e hiporexia (diminuição de apetite).

Já nos casos em que se passou mais de uma hora da ingestão, deve-se fornecer cuidados sintomáticos e de suporte, associados ao carvão ativado, quando possível. Complementando, a abordagem terapêutica de cães e gatos com intoxicação por plantas tóxicas deve incluir:

  • monitoração rigorosa;
  • estabilização dos sinais vitais;
  • cuidados sintomáticos e terapia de suporte;
  • eliminação da substância tóxica.

Plantas tóxicas para animais: como alertar os donos de cães e gatos

A conscientização dos donos é a principal medida para a prevenção de intoxicações por plantas tóxicas em animais. Ao conhecer e saber identificar quais são as plantas nocivas aos seus pets, cuidados como evitar seu cultivo em casa ou mantê-las fora do alcance dos animais são de suma importância para evitar acidentes toxicológicos.

Outro ponto primordial é a instrução em relação ao tempo de atendimento do animal no caso de suspeita ou ingestão da planta tóxica. Quanto mais cedo o animal começa a ser monitorado pelo médico-veterinário, melhor será o prognóstico de recuperação.

Referencia Bibliográfica: POPPENGA, R.H. Emergências Toxicológicas. In: Manual BSAVA de Emergência e Medicina Intensiva em Cães e Gatos. São Paulo, MedVet, 2.ed., 2013. Fonte: https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/outros-assuntos/plantas-toxicas-para-animais

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